
Esta nota visa retomar e reforçar os argumentos arguidos pelo professor André Lara Resende (ALR) em artigos, entrevistas e palestras recentes. O assunto girou em torno do endividamento público e da moeda mundial. Temas atuais.
ALR é um renomado estudioso das políticas econômicas do Brasil, particularmente nos seus aspectos monetários e financeiros. Não à toa, ele e Pérsio Arida são considerados os pais do Plano Real, que conseguiu controlar a superinflação que se acumulava ao longo de muitos anos.
Poucos dias depois, Luiz Gonzaga Belluzzo e Manfred Back também publicaram matéria retomando o tema de ALR. Em outros momentos e espaços, Luiz Carlos Bresser Pereira também tem tratado dessas mesmas matérias plenas de controvérsias. É de se crer que tais economistas heterodoxos não se conformam com um longo histórico do País em crescimento e inflação. Entre 1930 e 1980, o Brasil foi um dos países de maior crescimento do mundo, ainda que as questões monetárias tenham sido desprezadas, o que o levou a uma superinflação. No período iniciado em 1985, sua economia mostra sinais de semiestagnação, porque o combate à inflação se tornou o único objetivo do governo.
Aqui se tentará resumir alguns aspectos desses textos e comentar possíveis impactos da errática política econômica de Donald Trump no manejo de tarifas comerciais, assim como na dívida pública dos Estados Unidos e na capacidade de o dólar se manter como moeda hegemônica de referência.