
O objetivo desta nota é centrar em alguns aspectos do apoio dado aos países em desenvolvimento. Para tanto, um olhar é lançado nas práticas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tenta enfrentar a passagem de uma estrutura pública de financiamento para uma abordagem privada. É nesse sentido que se vai especular acerca da cooperação internacional no desenvolvimento de uma tributação sobre as maiores e mais ricas empresas multinacionais, de modo a canalizar tais recursos para os mais pobres do globo.
O texto dá ênfase ao esforço que tem sido feito para aprovar uma tributação sobre as maiores multinacionais. No centro dessa discussão está a OCDE-ODA, sua Assistência Oficial ao Desenvolvimento, que vem trabalhando junto com os países do G20. As dificuldades envolvem a determinação das jurisdições, os países que buscam sempre instalar suas sedes em locais de baixa ou nenhuma tributação, assim como a definição de uma alíquota do tributo e o volume mínimo do faturamento a partir do qual o imposto será devido. Mais complexo que atingir um consenso nessas questões é enfrentar o governo americano e suas big techs, que se opõem veementemente a esse propósito.
O que está em jogo é um embate entre multilateralismo e unilateralismo, entre uma globalização mais atenta aos problemas das nações mais vulneráveis e o isolacionismo de grandes potências econômicas e militares.
A câmera de Sebastião Salgado captou há muitos anos o olhar tristonho de uma menina pobre na Amazônia. Conseguirá o mundo se sensibilizar pelos desequilíbrios de renda e riqueza, que vem aumentando muito nessa era de individualismos exacerbados?
6 respostas
Muito bom o texto, aponta para dimensão do buraco onde nos encontramos.
Hoje, li, uma frase dita por Luiz Fernando Veríssimo, que traduz, para mim, o que estamos vivendo, “O futuro era melhor antigamente”..
Obrigado Sonia, acho que vai piorar muito antes de começar a melhorar.
Abraços
Essa ótima digressão mostra como operam interesses descompromissados com a redução da desigualdade no planeta e a imperiosa necessidade de mitigar os efeitos da agressão ao meio ambiente.
Por outro lado, entendo que o desconhecimento quanto ao uso dos recursos afasta e diminui o clamor público do tema.
A meu juízo, a ideia de dar o peixe e não a vara de pescar predomina, embora haja no mundo imensas oportunidades para projetos geradores de renda.
Obrigado Carlos,
Você tem razão, ao invés de aceitar a redução das desigualdades, as grandes empresas mostram-se desconectadas com relação às pautas sociais do mundo. Em todo caso, é preciso insistir e não deixar que o egoísmo impere como sempre o fez. Há sim que qualificar o trabalho humano, única porta para o desenvolvimento das consciências. Abraços.
Parabéns pelo seu texto. Achei oportuno, direto e cheio de bolas levantadas para avançarmos nas soluções para reduzir a pobreza e miséria mundial, principalmente, em grave momento de aumento da concentração de renda. 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽
Obrigado Newton, combater a pobreza e tratar do meio ambiente são as formas mais importantes de enfrentar, no mundo atual, os malefícios derivados da falta de consciência das camadas mais ricas das populações de nosso planeta. Abraços.