Reflexões Inquietas

O Samba na Formação da Identidade Nacional

Heitor dos Prazeres, Carnaval, s/d

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Este documento compõe o quarto e último vídeo feito para o Youtube e sintetiza os outros três que já foram publicados com o tema do papel do samba na formação da identidade do homem brasileiro. Ele trata dos cinquenta anos (1880/1930) em que o país transitou de uma economia escravocrata para uma de caráter capitalista liberal.

Já se falou das origens e antecedentes do samba. Também já foram tratados os rumos que a música tomou quando estava centralizada na região da Pequena África (o samba maxixado), particularmente nos anos 1920, e quando o Estácio de Sá falava mais alto (o samba batucado), nos anos1930.

Cabe aqui fazer as considerações finais. O primeiro comentário vai para os tipos de ações carnavalescas, a partir de meados do século XIX. Fala-se dos blocos carnavalescos à época do Entrudo, no Rio de Janeiro, e da influência dos Afoxés baianos na construção dos novos Ranchos cariocas, comandados pela figura de Hilário Jovino Ferreira. Em palavras breves, é mencionada a influência que esses ranchos tiveram na passagem para a nova estrutura das Escolas de Samba.

Assim como nos outros vídeos foram reproduzidas músicas que ficaram na memória do povo, apelou-se para alguns craques. No choro, a maestria de Waldyr Azevedo, que completaria cem anos de idade, em 2023. Na importância da música nordestina, ninguém melhor que Gilberto Gil e Dominguinhos. No samba, o testamento musical de Noel Rosa, já próximo da morte e longe da mulher amada.

Finalmente, um lamento. Não um lamento do homem nordestino, nem do homem à beira da morte, mas um lamento político de um brasileiro insatisfeito com os rumos da política nacional, que parece não querer repetir as lutas de cem anos atrás, quando o Brasil começou a crescer forte.  Para onde estamos indo?

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