
O objetivo desta nota é confrontar os princípios da Economia Política Clássica com as tendências neoliberais que estão ocorrendo na geopolítica mundial. Numa abordagem crítica, entende-se que há um liberalismo clássico, fruto das discussões humanistas do século XIX, e um neoclassicismo, seu filho torto, que se tornou dominante no mundo ocidental a partir do século XX.
Aqui se fala de alguns temas que caracterizam o momento atual do capitalismo. A base dos argumentos veio de Varoufakis e Hudson. Na sequência, a relação entre captura de rendas e neoliberalismo, centrada nas questões da financeirização. Por fim, os próprios desvios com relação às atividades produtivas têm levado as economias a mascarar sua dimensão, quanto mais financeirizada for sua economia.
A leitura de Varoufakis nos leva a um mundo distópico, a uma realidade opressiva, autoritária, que se caracteriza pela captura desenfreada de rendas. O resultado é que o Ocidente já não conta com nenhum país que privilegie a produção e a distribuição do produto social. Seu líder natural, o país que se impôs ao mundo ao final da 2ª. Guerra Mundial, não faz mais do que procurar situações de aparentes rendas fáceis a explorar na geopolítica atual. Há exceções? À vista do exposto, talvez só se encontre foco no lucro produtivo no Oriente, em particular na China.
Faz sentido, então, falar em Zonas de Influência depois de anos investidos em soluções multilaterais? E como ficam os países emergentes, que vêm lutando por maiores e mais profundos espaços na geopolítica internacional? E o Brasil, o que deve fazer o Brasil nessa desordem global? Isso é o que importa e é o que aqui se aborda, ao tratar de temas de infraestrutura, ampliação da rede de ferrovias, e de novas indústrias que visam a produção de novas formas de energia.
2 respostas
Amigos, arrasaram. Desfilaram pela história com argumentos muito convincentes e didáticos. Parabéns. Gostei muito. Nada a acrescentar ou suprimir. 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽
Valeu, amigão,
E não se esqueça que muito que está ali vem de suas garimpagens.
Forte abraço de Carlos e meu